O cortejo de aflições que desfila ante nossos olhos, é o sinal dos tempos, convocando-nos à tarefa urgente de estimular as massas à mudança de rumos, para atingirmos um estágio mais feliz para a humanidade.
As ovelhas enviadas pelo Sublime Pastor precisam manter sua condição para não se confundirem com os lobos que vigiam atentos e prontos a estender suas armadilhas. O conhecimento dos postulados espíritas, quando compreendidos pelos homens que se transformam ao seu influxo, geram a paz social, mesmo em meio a crises transformadoras.
Atentemos, os Espíritas, ao chamado insistente, que é materializado pelas dores, pelas catástrofes morais, pelas tragédias familiares as quais apontam caminhos urgentes de revisão de valores e eleição de prioridades outras, que não aquelas que viemos escolhendo ao longo do tempo.
Sentimos agora, dado o estágio de evolução do Espírito, com mais intensidade o clima de violência e de ódios cultivados nas leiras dos corações, que assumem proporções internacionais, retardando a marcha do planeta.
Há um velho mundo a desagregar-se ante as maldades mundiais que anuncia. O mundo da especulação, da exploração do mais fraco pelo mais forte, perece sob a tempestade que desaba e levará de roldão as estruturas que estão a entravar o progresso social.
Não façamos coro ao desespero dos que somente observam os fatos do ponto de vista material, sem a compreensão da vida futura. O compromisso que tenho, que sou, é alimentar as usinas de otimismo verdadeiro, que não desconhece a luta, mas sabe da sua necessidade.
Os investimentos de vulto deverão se dar no terreno da fé que nos proverá de coragem para sustentarmos os embates contra os interesses pessoais e a incredulidade que rondarão nossas ações.
A resistência organizada contra a instalação dos pilares do Reino intensificará suas ações, no esforço vão de manter as diretrizes ora em relevo no campo das relações sociais de todos os matizes. O caminho mais fácil parecerá, por vezes, o conúbio com as propostas equivocadas, superficiais, mas é ledo engano.
A missão do espírita será sempre permanecer a soldo do Cristo, a frente da messe, no manejo do arado. Neste ano que finda 2009, se estivermos no “ front”, junto com os que compõem conosco as falanges dos adeptos da nova revelação, estamos em bom lugar.
Se as angústias, as dores, as incompreensões geradas pelas escolhas não acertadas que fizemos, nos fustigam o coração, pacifiquemo-nos, pois estamos percorrendo os mesmos caminhos dos que, antes de nós, já desbravaram estas rotas no serviço de iluminação interior.
Deixemos o sentimento de fraternidade emoldurar nossos relacionamentos, para dignificarmos a alma, aproximandonos mais do ideal de união que nos deve distinguir. Edifiquemos o amor-ação em nossas vidas na certeza de que a missão impostergável continua sendo a reformulação de hábitos e a superação dos condicionamentos instintivos que tanto nos tem dificultado o crescimento espiritual.
Espíritas! Somos irmãos! Que tal assertiva abandone os lábios e abrigue-se no coração, transparecendo não somente em palavras mais em ações. Temos a derradeira chance e suavemente, porque a lei é de perdão e renovação de oportunidades, refazer os rumos que sob as sombras da ignorância desviamos do curso verdadeiro.
Findamos mais um ano de boas lutas a soldo do Mestre, onde fazemos um balanço positivo das contas que temos de prestar ao Governador da Terra e Senhor da Vinha. Cada lançamento credor na contabilidade do trabalho tem o cunho do esforço e o registro da valorosa e determinada alma que realizou as ações propostas.
Desejo aos confrades espíritas a manutenção da chama do ideal da caridade, da fraternidade e do amor ao próximo. Que todas as lições colhidas nos tenham tornado melhores para obtermos o credenciamento de mais Alto à continuidade da obra para o crescimento do espirito.
Lucius...